By João Filho
Updated: junho 11, 2014
Em seu site, o Inter fez uma matéria curiosa.
É claro que tudo é feito na elegância, mas após um jornalista ter divulgado que o gramado do Estádio Beira-Rio era uma das preocupações da FIFA e que alguns pontos poderiam apresentar problemas, o clube vem e faz uma matéria exaltando este ponto.
Não vou tomar partido e dizer quem tem a razão, mas aqui está a versão dos colorados:
Existe maneira de melhorar o que já havia alcançado a excelência? Observando o novo Estádio Beira-Rio, totalmente reformulado, a resposta é sim. Principalmente, se o assunto for a grama do campo. Tradicionalmente conhecido como o melhor do Brasil, o gramado do Gigante atingiu a perfeição para receber cinco jogos durante a Copa do Mundo.
Jardineiro colorado
Isso ocorreu graças a um trabalho que mescla paixão e tecnologia. José Leandro de Melo Flores, 35 anos, encarregado de manutenção no Internacional há 12 anos, cuida noite e dia do tapete verde que se estende sobre o palco gaúcho na Copa. Leandro, como todos o conhecem dentro do Clube, é um fanático pelo Colorado, sorte herdada dos familiares.
“Participar deste processo é uma oportunidade única como profissional e duplamente gratificante por ser torcedor do Inter, assim como foi meu pai, meu avô e todos da família”, celebra.
O Internacional investiu em diversos aparelhos de última geração que permanecerão no Clube após o maior torneio de futebol do planeta. Tudo é cuidado nos mínimos detalhes, 24 horas por dia, para manter o gramado impecável e a nível do Mundial.
“Com a situação de atender o espetáculo da Copa, o trabalho todo foi refinado. Além da consultoria do Clube, nós estamos recebendo consultoria do Comitê Organizador Local (COL) e de outras duas empresas que vêm nos agregando mais conhecimento e qualidade ao que a gente vem executando”, comenta.
Grama de última geração
Finalizado o plantio em fevereiro de 2013, o Beira-Rio foi o primeiro estádio brasileiro (que atenderá a Copa 2014) a concluir esta etapa. O novo gramado é constituído de um sistema híbrido de grama natural reforçada com fibras elásticas importadas da Europa. A grama do Beira-Rio – do tipo Tifgrand – foi usada pela primeira vez no Brasil. Importada dos Estados Unidos, ela é uma evolução da espécie Bermuda e uma das suas características é a maior resistência às baixas temperaturas.
Outro diferencial é a resistência ao pisoteio e a garantia de um gramado mais denso e com maior crescimento lateral. O sistema de drenagem a vácuo garantirá condições de jogo até mesmo sob fortes chuvas, pois permitirá a sucção do ar do perfil drenante mesmo em condições de precipitação pluviométrica extremas. Esse sistema ocasionará, também, a circulação de ar em todo o campo de jogo durante condições de calor e umidade criadas pelo microclima interno do estádio. Outro diferencial do gramado do Beira-Rio será a manutenção da água no perfil drenante superior do solo em condições de estiagem.
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